Now he brings you … refreshment

sexta-feira, 11 \11\UTC setembro \11\UTC 2009

hat tip: O Hermenauta

ps: E esta coisa existe mesmo!

pps: Ah, agora sim eu posso parar de beber minha Coca-Cola…

Mantega, sobre o lucro do BB

quinta-feira, 13 \13\UTC agosto \13\UTC 2009

Do estadão: “Mantega diz que os bancos privados precisam acordar”.

Em um ataque direto ao presidente do banco Itaú Unibanco, Roberto Setubal, que disse nesta semana que a redução de taxas de spread promovida por bancos oficiais “não é sustentável”, ele afirmou: “Setubal se equivocou, pois não viu o resultado do BB. Ele cometeu uma falácia, um erro grave”. O ministro disse ainda que os bancos privados deveriam seguir o exemplo do Banco do Brasil, “senão vão comer poeira”. E provocou: “Os bancos públicos tomaram mercado dos bancos privados. É bom que os bancos privados se acautelem”.

 

O ministro afirmou que o BB obteve lucro elevando o volume de crédito e baixando as taxas de juros, mesmo em meio à crise internacional. Essa foi a tática, segundo ele, dos bancos públicos brasileiros, que foram mais agressivos na busca de clientes durante a crise e, com isso, foram responsáveis pela recuperação da economia brasileira.

 

Em direção oposta dos bancos públicos, Mantega disse que nos bancos privados houve redução do crédito e aumento do spread bancário. Ele afirmou que o resultado do Banco do Brasil ocorreu com um nível de inadimplência menor do que a média do sistema financeiro e dentro da responsabilidade. “É uma lição para os bancos privados. É bom que eles acordem, se não vão ter uma fatia menor do mercado”, destacou.

 

A estratégia adotada pelo Banco do Brasil pode de fato se mostrar correta, mas gostaria de fazer um comentário. O bom resultado do BB não falsifica a afirmação do Setubal de que a estratégia é “insustentável”. 


Olhando pelo retrovisor, hoje: alguem aí diria que os lucros extraordinários obtidos com o mercado de derivativos no estados unidos em 2005 eram sustentáveis? Subestimação de riscos e expansão do crédito a taxas reduzidas eram fatores que explicavam a bolha imobiliária. E também esta é a estratégia do BB. Pode sim ser o caso de que o bom resultado do banco no curto prazo não se mostre sustentável no longo prazo, e que a inadimplência do banco aumente.


Confesso que eu não apostaria nesta hipótese. Só escrevi o texto para implicar com a retórica do ministro Mantega, que “cometou uma falácia, um erro grave”.

Tenso

quinta-feira, 13 \13\UTC agosto \13\UTC 2009

O que não fazer para manter seu emprego

segunda-feira, 27 \27\UTC julho \27\UTC 2009

Chegou a mim pelo newsletter da ADVFN.

Trabalhadores jogam diretor do segundo andar

Uma fatalidade ocorreu nesta última sexta-feira (24/07) na China, quando um diretor foi jogado do segundo andar da empresa em que trabalhava. Segundo a imprensa local, a Jianlong Steel Holding Company planejava comprar a estatal Tonghua, onde caso as empresas fechassem a negociação, a maior parte dos trabalhadores da estatal seriam demitidos. O encarregado em dar o recado foi o diretor da Jianlong Steel, Chen Guojun, onde após o comunicado, os trabalhadores ficaram enfurecidos e o jogaram do segundo andar da empresa

PT e PSDB são mesmo diferentes?

terça-feira, 21 \21\UTC julho \21\UTC 2009

Bom artigo do Estadão abordando a suposta fraqueza dos partidos políticos no Brasil. Leia tudo.

Em particular, só quero chamar atenção para uma frase que sintetiza uma percepção que eu tenho há muitos anos, e que já expressei neste post. A respeito da dualidade PT / PSDB, o artigo cita uma frase do cientista político Rafael Cortez:

É uma polarização de estratégia. Não tem nenhum caráter ideológico.

Não é tão difícil de se ver isto quando são comparados os possíveis candidatos à presidência em 2010: Dilma Rousself e José Serra.

Por outro lado, as pessoas que têm simpatia por um ou outro partido os vêem como bens diferentes.Generalizando toscamente, os petistas costumam associar os tucanos ao neoliberalismo enquanto os tucanos acusam os petistas coletivistas autoritários.  Seria esta percepção irracional? Ou um exemplo de ignorância racional? Ou estou errado e, de fato, os partidos são bem diferentes?

Sprint

terça-feira, 23 \23\UTC junho \23\UTC 2009

Peço desculpas aos meus 2,5 leitores pela ausência prolongada. A vida é dura, e esses dias foram uma correria só. Não, a correria ainda não acabou, mas estou na reta final. Espero…

O fim da crise?

terça-feira, 02 \02\UTC junho \02\UTC 2009

A crise acaba quando a GM quebrar.

Essa previsão é do Marcos, que faz uma pesquisa sobre o João Pinheiro aqui na Fundação. 

Diante do horizonte claro, os principais índices do mercado de ações norte-americano subiram, também reagindo ao pedido de concordata da montadora General Motors. “Há uma reação de alívio com esta concordata”, resumiu Elizabeth Miller, presidente da Summit Place Financial Advisors.

Será?

Valor adicionado e produtos básicos

sábado, 30 \30\UTC maio \30\UTC 2009

Seguindo o bom texto do Krugman indicado pelo Philipe, resolvi conferir quais são as atividades com maior relação VA / CI e VA / Ocupações. Os dados vêm das Contas Nacionais 2006. O resultado está nesta tabela.

Entre as atividades que produzem bens tradables,  que defini rapidamente como as atividades de 0101 à 0334 (deixei de fora todo o setor de serviços, a construção civil e a produção e distrituição de energia, água, esgoto e limpeza urbana), temos o seguinte top 5 VA/CI:

  1. agricultura, silvicultura e exploração vegetal (1,52)
  2. aparelhos/instrumentos médico-hospitalar, medida e óptico (1,22)
  3.  petróleo e gás natural (1,02)
  4.  produtos farmacêuticos (1,01)
  5. pecuária e pesca (0,96)

Chama a atenção que temos três atividades produtoras de produtos básicos (agricultura, pecuária e extração de petróleo (refino é outra atividade). 

O top 5 VA/Ocupações fica assim:

  1. petróleo e gás natural (R$ 894.191)
  2. minério de ferro (R$ 343.313)
  3. cimento (R$ 283.242)
  4. refino de petróleo e coque (R$ 265.809)
  5. fabricação de resinas e elastômeros (R$ 204.732)

De novo aparecem atividades que produzem produtos básicos (extração de petróleo e minério de ferro).

Bom, pode ser que as duas métricas não sejam as melhores, mas creio que servem como um ponto de partida. Parece que a associação entre produtos básicos e baixo valor agregado não é automática.

É mesmo melhor exportar produtos de maior “fator agregado”?

quinta-feira, 28 \28\UTC maio \28\UTC 2009

O Guilherme, do Finanças Fáceis, faz um post analisando as exportações brasileiras entre 1996 e 2008. Destaque para a apresentação que ele montou, que ficou mesmo excelente. 

Lá pelas tantas, ele sugere que é melhor para o país exportar produtos de maior “fator agregado”, que seriam definidos como produtos mais complexos, que passaram por uma cadeia de processamento maior, tendo desta forma maior valor de produção.

Eu percebo que esta é uma idéia bastante recorrente e gostaria de lançar algumas dúvidas sobre a sua validade. Na minha opinião, o mais importante é olhar para o “valor agregado”.

Explico o que entendo por Valor Agregado (VA) : o VA é definido como a diferença entre o Valor da Produção (VP) e o valor dos insumos utilizados, ou Consumo Intermediário (CI).

VA = VP – CI

Esta definição não é minha, é das Contas Nacionais.

Por que é melhor usar o “valor adicionado” como critério, ao invés de olhar o “fator agregado”?

A resposta é que o valor adicionado se traduz imediatamente na renda gerada. É uma identidade contábil: o valor dos bens e serviços finais produzidos é igual à renda gerada. Faz sentido: o valor obtido com a venda de um bem é usado primeiramente para pagar os insumos utilizados em sua produção, e o restante é repartido em lucro e salários. Ou seja, esse restante é exatamente a renda gerada, que será repartida entre os fatores de produção, capital e trabalho.

Agora, vamos pensar uma situação hipotética e decidir se vale mais a pena exportar laranja ou suco de laranja.

Suponha que o preço da laranja seja de $300/ton e que o preço do suco de laranja seja de $1500/ton. O suco de laranja agrega valor à laranja e por isto vale cinco vezes mais.

Agora, isto não é toda a história: suponha também que o custo dos insumos para produzir a laranja (sementes, fertilizantes, água, inseticida, etc) seja de $100 por ton de laranja produzida, e que o consumo intermediário (de laranja, água, eletricidade, embalagem, etc) na produção de suco de laranja seja de $1000 por ton de suco de laranja produzida.

Neste caso, o valor adicionado na produção de laranja é de $300 – $100 = $200, e o valor adicionado na produção de suco de laranja é de $1500 – $1000 = $500.

“Ahá, Pedro seu idiota, nem para fazer exemplo você serve. O valor adicionado na produção de suco de laranja foi maior!”

Sim, foi maior, mas perceba que o recurso gasto também foi bem maior, 10 vezes maior para ser exato. Se você dispusesse de $1000, você iria exportar laranja ou suco de laranja? Com laranja, com $1000 de insumo você produz $3000, gerando $2000 de renda. Produzindo suco de laranja, com $1000 de insumo você produz $1500, gerando $500 de renda.

O que vale mais a pena?

Evidentemente, trata-se de um caso hipotético. Mas este caso não é necessariamente irreal. O que eu gostaria de mostrar, e penso ter mostrado, é que o fato de estar no final da cadeia produtiva não faz um produto melhor (no sentido de que produz mais renda) que outro que está no início da mesma.

Autonomia universitária

sábado, 23 \23\UTC maio \23\UTC 2009

Argumento pela autonomia universitária. 

Em especial, me chamou atenção este trecho, da resenha que eu recebi por e-mail (dica: se você gosta de economia, cadastre-se neste serviço fornecido pela NBER).

European universities required to pay the same amount to all faculty members with the same seniority and rank have an average Shanghai ranking of 213. Universities free to pay faculty as they see fit have an average ranking of 322. Universities free to select undergraduate students as they see fit have a Shanghai ranking 156 points higher than those in which the government determines who will attend.