PT e PSDB são mesmo diferentes?

Bom artigo do Estadão abordando a suposta fraqueza dos partidos políticos no Brasil. Leia tudo.

Em particular, só quero chamar atenção para uma frase que sintetiza uma percepção que eu tenho há muitos anos, e que já expressei neste post. A respeito da dualidade PT / PSDB, o artigo cita uma frase do cientista político Rafael Cortez:

É uma polarização de estratégia. Não tem nenhum caráter ideológico.

Não é tão difícil de se ver isto quando são comparados os possíveis candidatos à presidência em 2010: Dilma Rousself e José Serra.

Por outro lado, as pessoas que têm simpatia por um ou outro partido os vêem como bens diferentes.Generalizando toscamente, os petistas costumam associar os tucanos ao neoliberalismo enquanto os tucanos acusam os petistas coletivistas autoritários.  Seria esta percepção irracional? Ou um exemplo de ignorância racional? Ou estou errado e, de fato, os partidos são bem diferentes?

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5 Respostas to “PT e PSDB são mesmo diferentes?”

  1. Philipe M. Says:

    Se o Aécio não for eleito presidente (e, infelizmente, parece provável), 2011 vai ser muito, muito complicado. Acho que mais do que esses últimos anos.

  2. phcastro Says:

    Eu gostaria de ver mais declarações públicas do Aécio sobre o que ele realmente pensa sobre políticas macroeconômicas. Eu só achei um comentário dele, no IG, 25/09/2008

    “O Governo Lula tem méritos, tem sequência de trabalho, mas no futuro os historiadores tenderão a analisar este período de Fernando Henrique e Lula como uma ação só. A bendita herança da macroeconomia.”

    Já é alguma coisa.

  3. Philipe M. Says:

    No BDMG, o secretário de fazenda, há poucas semanas:

    – Como vocês podem ver, o custeio cresceu bastante nos últimos anos. O governador determinou que não há a possibilidade de défict operacional. Faremos o maior esforço paa poupar os investimentos. Senhores diretores e superintendentes de finanças, se virem para cortar o custeio. Se nos anos bons ele subiu, nos anos difíceis ele vai cair.”

    De fato, o custeio para os órgãos sofreu um bom corte esta ano, e será cortado mais ainda para 2010. Já os investimentos em sua maioria estão mantidos.

    Pode ser “whatever works”, mas a noção de prudência fiscal e política anticíclica está bem consolidada nos altos escalões do governo.

  4. phcastro Says:

    Não sei…

    Como o próprio secretário afirmou, o gasto com custeio cresceu muito nos últimos anos. Deve ter tido um crescimento próximo ao da arrecadação, que foi bem acelerado. Assim, pode-se criticar o Aécio pelo aumento dos gastos de custeio tanto quanto pode-se criticar o Lula. A política fiscal do Aécio não pode ser considerada anti-cíclica.

    Agora, por outro lado fico pensando. Que incentivos têm os estados para conduzir políticas fiscais anti-cíclicas. O teto de pagamento da dívida (13% da RCL) acaba impedindo um estado que gera superávits fiscais de realizar o melhor tipo possível de poupança, que e pagar sua dívida. O que fazer com superávits?

  5. A rotulação autoritária | OrdemLivre.org/blog Says:

    […] No mesmo dia, excelente matéria do Estadão, resenhada pelo blogueiro PHCastro, mostra que PSDB e PT também adoram rótulos. […]

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