Valor que se valoriza

Se o capital é valor que se valoriza, os momentos em que ele desvaloriza o valor existente de maneira inevitável, comprometendo assim a base de seu crescimento, são momentos em que ele mesmo se contradiz, negando as condições de sua existência.

Vamos lá. De acordo com a lógica, as expressões (p → q) e (~q → ~p) são tautologias, ou seja, sempre têm o mesmo valor de verdade. Desta forma, se quisermos verificar se (p → q) é verdade, podemos verificar se (~q → ~p) é verdade. Se a segunda proposição for falsa, também o será a primeira.

Vejamos se faz sentido definirmos “capital” como “valor que se valoriza”. Se a definição vale, então “valor que não se valoriza” não pode ser considerado “capital”.

Observem que se eu tiver uma fábrica e ela estiver dando prejuízo, ela não poderá ser considerada capital, já que minha taxa de retorno é negativa. Há apenas depreciação das máquinas. Eu não poderia nem ser chamado de capitalista.

Sabemos que o preços de ações oscilam muito. Desta forma, uma ação pode ser capital agora, deixar de ser em dois minutos e voltar a ser logo em seguida.  É, não é, é, ad infinitum. 

Parece razoável concluir que a definição é ruim. Não é o capital que se contradiz, nem o capitalismo. A contradição é dizer que (p → q) é verdade e ao mesmo tempo sustentar que (~q → ~p) é mentira.

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