Imposto sindical

Este mês, tive pela primeira vez que pagar o tal imposto sindical. Nem me lembrava da existência dessa tosqueira, até ver meu contracheque. Não sou sindicalizado e nem tenho lá muita simpatia por sindicatos, mas passaram a mão no meu dinheiro mesmo assim. Maravilha.

Entendo a natureza de “bem público” do trabalho dos sindicatos, na medida em que, quando conseguem negociar um aumento pra categoria, não são apenas os caras sindicalizados que recebem o aumento. Todos recebem. Tem-se de largada um problema de ação coletiva, e existem bons incentivos para ser o caroneiro. A contribuição sindical acabaria com este problema.

Por outro lado, fica a pergunta:  Pessoas que não gostam de sindicatos, não apoiam seus movimementos, sua ideologia, etc e tal, deveriam ser obrigadas a financiar suas operações? Para mim, a resposta é  um grande não. Eu não quero pagar pros caras ficarem organizando greves para lutar por distorções estranhas no mercado de trabalho.

Penso que um acordo de cavalheiros poderia passar pela concessão do direito de escolha a cada trabalhador, de contribuir ou não. Por outro lado, a opção defaut seria contribuir, e caso alguém quisesse não fazê-lo, teria que ir lá e pedir pra sair. Na linha do paternalismo libertário.

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