Archive for fevereiro \28\UTC 2009

Caricatura de si mesmo

sábado, 28 \28\UTC fevereiro \28\UTC 2009

Existe alguma tendência das pessoas que dão a cara a tapa numa discussão pública de tornarem-se uma caricatura de si mesmas ao longo do tempo?

A Lei de Parkinson

quinta-feira, 19 \19\UTC fevereiro \19\UTC 2009

Lei de Parkinson: O número de funcionários em uma organização (principalmente pública) não guarda relação com a quantidade de serviço e cresce segundo uma dinâmica própria. Isso porque um funcionário sempre quer aumentar a quantidade de subordinados, e estes invariavelmente inventam trabalho uns para os outros e para seus chefes.

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Terminei de ler “A Lei de Parkinson“, de C. Northcote Parkinson. Ganhei o livro de presente, ao formar em Administração Pública, mas só resolvi o ler agora. Recomendo fortemente, pois além de ser engraçado traz reflexões interessantes.

Inclusive, ao começar a ler me lembrei de que na faculdade, um professor havia comentado o trabalho deste cara. E comentou de tal forma que eu tive a impressão que o Parkinson o tivesse escrito como um trabalho científico. Na verdade, é como se o autor realmente estivesse apresentado ciência para leigos, mas é pura zoação. Ou não.

Primeira corrente da qual participo

segunda-feira, 09 \09\UTC fevereiro \09\UTC 2009

O Philipe me invocou minha contribuição para a corrente dos seis segredos.

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1- Eu fui esquerdista (e quem não foi?) na adolescência. Depois comecei a acompanhar a coluna do Diogo Mainardi, e mais algumas coisinhas, e minha orientação política ficou deveras esquizofrênica (Estado Mínimo de Bem Estar Social? WTF!). Depois, já na faculdade, tornei-me um liberal um pouco radical, mas acho que hoje (segunda feira, 9 de fevereiro de 2009) eu sou um liberal sofisticado (ou pelo menos assim quero crer; o nome é bonito; o que significa eu não sei). 

2- “Não digo que a universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como o latim; embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas para as despesas da conversação. Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço minha mediocridade…” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

* Sim, até para falar sobre mim mesmo eu tenho que recorrer ao pensamento alheio. Pelo menos o grifo é original. *

3- Eu geralmente fico na minha e não me interesso realmente pela vida alheia (a níveis um pouco problemáticos, acho).

4- Não peguei muitas mulheres na minha vida. Ah, o acordo de resultados do meu filho vai conter uma cláusula de pegar mulher hierarquicamente anterior à do boletim.

5- Eu sou absurdamente ansioso e impaciente. Acho que isso me atrapalha muito, e sempre. Principalmente, tenho dificuldades em ficar quieto por um tempo (pequeno!) fazendo uma atividade que demande esforço mental. Daí, minhas atividades preferidas são aquelas que envolvem desligar o cérebro. 

6- Eu devia estar trabalhando enquanto escrevo isto.

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Não pretendo passar essa corrente para frente pois é contra meus princípios. Uma interpretação alternativa, mas falsa, é que eu não tenho muitos amigos na blogosfera (a proposição em si é verdadeira, falsa é a conexão).

 

ps: É, o blog tá bem moribundo, Philipe. Se eu escrevesse fácil, como você, quem sabe…