Archive for outubro \24\UTC 2008

Eleições em BH e o futuro do Brasil

sexta-feira, 24 \24\UTC outubro \24\UTC 2008

Em Belo Horizonte a disputa pela prefeitura foi em grande parte pautada pela rejeição aos candidatos. No primeiro turno, boa parte das pessoas votou contra o Lacerda, na tentativa de levar a eleição para o segundo turno. Muita gente não gostou da forma como a Aliança foi montada, priorizando mais os projetos políticos do atual prefeito e do governador do que qualquer outra coisa. Leonardo Quintão beneficiou-se disto, na medida em que é um candidato menos radical e mais carismático que a outra opção, Jô Moraes.

Quintão subiu rapidamente no final do primeiro turno, e confesso que após as apurações, fiquei imaginando que ele iria acabar ganhando o segundo turno. Isso porque a rejeição ao Lacerda era bem maior, até então, e pelo fato de que a coligação da Aliança já tinha tanto, mas tanto partido, que dificultaria bastante a costura de novos acordos (que secretarias, cargos, etc prometer?). 

O que eu não antecipei, por não conhecer o candidato, era que a rejeição do Quintão conseguiria ficar maior que a do Lacerda. Sua campanha foi vazia: “cuidá di genti” e “dá pra fazê”. E a medida que isto ficou claro, a estratégia dominante para as mesmas pessoas que a princípio lutaram para levar a campanha para o segundo turno passou a ser votar no que consideram dos males o menor.

A sensação que fica para as pessoas em geral é, pelo que eu percebo, de que esta foi uma das piores eleições em Belo Horizonte em muitos anos. Justamente porque não escolheu-se o melhor, mas o menos pior. Bem feito, agora esse pessoal sabe como eu me sinto em cada eleição.

Agora, o mais divertido é que esta foi uma eleição muito relevante e com certeza terá repercuções na política brasileira por um bom tempo. PSDB e PT tentaram uma aliança, fracassada qualquer que seja o resultado nas urnas. O que é uma pena, na minha opinião, porque estes partidos não são tão diferentes assim e grande parte da divergência entre eles não é substantiva. É só comparar os governos FHC e Lula. Como disse o Igor T. neste post do NPTO, uma aliança entre os dois partidos teria a vantagem de melhorar o PT, que ainda é um pouco grotesco. Basicamente, a ala mais radical terminaria de debandar-se do partido e este ficaria mais unido em torno de uma plataforma esquerdista mais moderna (a la Tony Blair?). Teríamos ainda a vantagem de não termos mais que ouvir que o PSDB é neo-liberal (quem me dera o fosse). E por fim, evidenciaria ainda mais a existência de um nicho político a ser preenchido por uma direita programática, não patrimonialista e, espero, liberal.

Cantada?

sexta-feira, 24 \24\UTC outubro \24\UTC 2008

“No meu mapa de preferências, você é a mais próxima a minha origem”

Se a mulher entender você está perdido, então não a use para cantar uma economista hehehe.

Estudar é preciso

quarta-feira, 08 \08\UTC outubro \08\UTC 2008

Hoje foi o primeiro dia da prova da ANPEC: Macroeconomia, Estatística e Economia Brasileira. Não posso dizer que tenha ido bem.

Como eu já esperava, a prova não foi fácil. E a restrição temporal é pior do que eu imaginava. Na prova de Macro, por exemplo, teve questão objetiva que você precisava parar e fazer contas que não são triviais (no sentido de trabalhosas), para cada um dos intens da questão. 

E a nova folha de marcação não ajudou nada. Imagino que seja desnecessário fazer com que os candidatos marquem a coluna X quando não querem responder a questão (lembrando que na ANPEC responder errado tira ponto).  Na prova de macro acabou que eu marquei uma coluna inteira de X em duas questões, as questões de resposta númerica, por desconcentração, claro, mas também pelo fato de que eu tinha, no final da prova, que preencher os itens não respondidos, mesmo que eu não fosse respondê-los. 

Mas o mais engraçado foi a prova disserttativa de economia brasileira. Queria saber a distribuição da escolha pelos candidatos da questão a ser respondida. Meu palpite é que a questão 5 teria sido escolhida por pelo menos 50% das pessoas hehehhee.