Vou começar comentando um proposição muito recorrente em jornais, butecos e outras fontes de informação confiáveis: O Brasil tem cargos comissionados em demasia. Em geral, cargos comissionados são associados ao nepostismo, à patronagem, à politicagem mais rasteira, à ineficiência, etc.
Minha impressão sobre o Estado, ou melhor, sobre o Administração Estadual de Minas Gerais (embora imagino que seja generalizável) é que essa idéia de que cargo em comissão significa picaretagem está bem longe de ser verdade. Não há como negar que existem muitos cargos em comissão que só existem como cabide de emprego, mas eu também observo que as pessoas que mais trabalham no Estado são as que tem cargo comissionado.
E a explicação é simples: se estas pessoas não mostrarem resultado, elas perdem o cargo (e seus adicionais). Um funcionário público, estável, se não fizer nada não tem muito a perder… Não quer dizer que funcionários de carreira estejam todos maximizando seu ócio, claro, mas um dos incentivos postos pela estabilidade é este.
No final das contas, o cargo em comissão pode usar utilizado para o bem e para o mau, de acordo com a vontade de quem faz a nomeação. A vantagem é que permite flexibilidade, cobrança, alinhamento estratégico com os planos do chefe. A desvantagem é que quem nomeia pode não ter as melhores das intenções…
Tags: cargos comissionados
Sexta-Feira, 19 de Setembro de 2008 às 19:08 |
Oi, Daniel. Entrei neste endereço por acaso e encontrei este texto com o comentário já preenchido o teu nome e email. Não entendi nada. Pode me explicar ??
bjsss
Ana Lucia